segunda-feira, 12 de março de 2012

O dia de ontem chegou. Ela completou 1 ano de vida fora da barriga. E praticamente toda a ocitocina do parto resolveu voltar aqui pra casa...

Começamos o dia normalmente, acordando e brincando com ela por um tempo, nos arrumando para passar um dia corrido. Depois de nós 3 aproveitarmos o tempinho que tivemos juntos, fomos atrás das coisas para a festa. Fabio foi começar a arrumar o salão e eu fiquei em casa com a Ju e uma amiga fazendo brigadeiros e os docinhos das crianças, além de algumas partes da decoração.
A Ju ficou o dia todo pra lá e pra cá, acompanhando as arrumações. Já viu 'gente estranha' desde o começo do dia e, com o movimento, não conseguiu dormir direito na soneca da manhã. Conclusão: antes do início da festa já estava cansadinha e chorona. Eu estava atrasada, corrida, cheia de coisa pra fazer, e meio que exigindo a colaboração dela, impaciente.
Aí entramos no banho e ela desatou a chorar. Foi quando me toquei que estava no meio de toda aquela bagunça para comemorar o aniversário dela, e que não tinha nada mais injusto do que desrespeitar o grande motivo daquilo tudo...
Parei tudo por 1 minutinho. Fiquei debaixo d'água, abraçada com ela, cantando. Até ela se acalmar um pouco. Cheirei minha pequena, apertei, beijei. Lembrei que um ano antes ela tinha nascido ali, naquele mesmo banheiro, depois de um banho como aquele. Pensei no turbilhão de coisas que aconteceram e mudaram depois daquele dia. Pensei na mulher que eu era e na que eu virei. Na família que eu e o Fabio tínhamos e na que passamos a construir.
Voltamos à programação normal, pois tínhamos que ficar prontas para a festa, e ela voltou a dar um pouco de trabalho. Não queria ficar no chão enquanto eu me arrumava, só queria colo, colo e mais colo. Voei para ficar pronta (entendam 'pronta' como 'minimamente apresentável') e fomos para o salão.
Claro que os convidados demoraram pra chegar. O que foi ótimo, porque a comida estava atrasada também. Fabio nem banho conseguiu tomar, coitado. Mas a festa foi acontecendo tranquilamente. As avós trabalhando mais que deviam. A Ju andando por aí no colo dos convidados, meio a contragosto. Eu e o Fabio rodando pra lá e pra cá, sem comer, tentando dar pelo menos um pouco de atenção para todos.
Muita coisa fora do planejado, alguns atrasos, convidados que faltaram sem conseguir avisar antes, comida sobrando, gente com cara de cansado. Tiramos as fotos com as mesas e partimos para o 'Parabéns'.
Essa é a hora que 'as mãe pira'. Desabei, né? Como é bom comemorar essa data! Saber que a gente conseguiu. Que estamos fazendo o melhor possível pela Ju. Que ela foi respeitada na gestação, no nascimento e que estamos tentando ao máximo criá-la também com respeito. Que ela está saudável e feliz. Que nós aprendemos muito e que vamos aprender muito mais. Que nós nunca amamos tanto na vida. Que nós nunca fomos tão felizes na vida.


PS: Esse cartaz ficou recheado de recadinhos no fim da festa. Agora vai virar um quadro para decorar o quarto dela...

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